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Brasil social

Trabalho & renda

Emprego, formalização e rendimento devem ser analisados juntos: uma taxa de desemprego isolada não descreve toda a qualidade do mercado de trabalho.

Última auditoria editorial e técnica: 28 de agosto de 2026.

2025: mercado de trabalho forte, mas não perfeito

5,6%

Desocupação anual

Menor taxa anual da série da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

103 mi

Pessoas ocupadas

Patamar recorde anual da série.

38,1%

Informalidade

Caiu de 39,0% em 2024, mas segue estruturalmente alta.

Renda do trabalho

O rendimento real habitual anual de todos os trabalhos foi estimado pelo IBGE em R$ 3.560 em 2025, 5,7% acima de 2024. A massa real habitual de rendimentos chegou a R$ 361,7 bilhões, a maior da série.

Indicador2025Por que importa
Desocupação5,6%Mede quem procura trabalho e não encontra.
Subutilização14,5%Captura também insuficiência de horas e força de trabalho potencial.
Informalidade38,1%Mostra que emprego elevado não significa automaticamente proteção trabalhista.
Rendimento real habitualR$ 3.560Valor já descontado o efeito da inflação na comparação temporal.

Uma comparação histórica mais justa

Em 2021, no auge dos efeitos da pandemia, a taxa anual de desocupação foi 13,2%; em 2022 caiu para 9,3%; e em 2025 chegou a 5,6%. A queda é expressiva. Porém, presidente da República não determina sozinho o emprego: atividade econômica, juros, crédito, demanda externa, investimentos, demografia e decisões empresariais também interferem.

O problema da qualidade do emprego

Em 2025 havia 13,8 milhões de empregados sem carteira e 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria. Portanto, celebrar apenas a taxa de desemprego pode esconder precariedade, baixa produtividade, ausência de proteção previdenciária e rendimentos desiguais.

Brasil desigual também no trabalho

As médias nacionais escondem diferenças regionais. Em 2025, a informalidade anual variou de 26,3% em Santa Catarina a 58,7% no Maranhão. O rendimento habitual variou de R$ 2.228 no Maranhão a R$ 6.320 no Distrito Federal.

Regra matemática

Taxa baixa de desemprego + renda em alta é um resultado positivo. Para concluir que o mercado de trabalho é “bom”, porém, também precisamos observar informalidade, subutilização, produtividade, jornada e desigualdade regional.

Fontes principais