Trabalho e renda são temas econômicos e também afetam dignidade, autonomia e estabilidade familiar. A leitura social desta área observa emprego, remuneração e proteção sem esconder produtividade, informalidade, sustentabilidade econômica ou diferenças regionais.
Mercado de trabalho em 2025
Desocupação anual
Menor taxa anual da PNAD Contínua, iniciada em 2012.
Pessoas ocupadas
Patamar recorde anual da série.
Informalidade
Caiu de 39,0% em 2024, mas permaneceu elevada.
Renda do trabalho
O rendimento real habitual anual de todos os trabalhos foi estimado pelo IBGE em R$ 3.560 em 2025, 5,7% acima de 2024. A massa real habitual de rendimentos chegou a R$ 361,7 bilhões, a maior da série.
| Indicador | 2025 | O que mede |
|---|---|---|
| Desocupação | 5,6% | Pessoas que procuram trabalho e não encontram. |
| Subutilização | 14,5% | Inclui também insuficiência de horas e força de trabalho potencial. |
| Informalidade | 38,1% | Mostra que ocupação elevada não implica proteção trabalhista formal. |
| Rendimento real habitual | R$ 3.560 | Rendimento ajustado pela inflação para comparação temporal. |
Comparação temporal
Em 2021, a taxa anual de desocupação foi 13,2%; em 2022 caiu para 9,3%; e em 2025 chegou a 5,6%. A queda é expressiva. Atividade econômica, juros, crédito, demanda externa, investimentos, demografia, políticas públicas e decisões empresariais também interferem no emprego.
Qualidade do emprego
Em 2025 havia 13,8 milhões de empregados sem carteira e 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria. Taxa baixa de desemprego pode coexistir com informalidade, baixa produtividade, ausência de proteção previdenciária e rendimentos desiguais.
Diferenças regionais
Em 2025, a informalidade anual variou de 26,3% em Santa Catarina a 58,7% no Maranhão. O rendimento habitual variou de R$ 2.228 no Maranhão a R$ 6.320 no Distrito Federal.
Desemprego baixo e renda em alta são resultados favoráveis. Informalidade, subutilização, produtividade e desigualdade regional completam o quadro.
Impacto sobre famílias
Emprego e salário não são apenas números agregados. Eles afetam capacidade de pagar moradia, alimentação, transporte, saúde, educação e cuidado. Por isso, poder de compra e qualidade do vínculo de trabalho ajudam a conectar o indicador econômico à vida cotidiana.