Brasil social

Desigualdade

Crescimento econômico, renda média, pobreza e distribuição não são a mesma variável. O índice de Gini ajuda a observar concentração, mas precisa ser lido com outros indicadores.

Última revisão editorial: 30 de agosto de 2026.

Gini: medida resumida da distribuição

O índice de Gini vai de 0, igualdade perfeita, a 1, concentração máxima. Ele resume distribuição de renda, mas não informa sozinho se os grupos de menor renda ficaram mais ricos, como o topo se comportou ou como os ganhos se distribuíram territorialmente.

0,504

2024

Menor valor da série revisada apresentada pelo IBGE.

0,511

2025

Aumento da desigualdade frente a 2024.

0,543

2019

Referência pré-pandemia na mesma série consolidada.

A série não é uma linha reta

O IBGE apresenta 0,540 em 2012, 0,545 em 2018, 0,543 em 2019, 0,517 em 2022 e 2023, 0,504 em 2024 e 0,511 em 2025. Há melhora relevante frente a 2019, mas a desigualdade aumentou entre 2024 e 2025.

Diferenças territoriais

Em 2025, o rendimento domiciliar per capita nominal foi R$ 2.316 no Brasil, variando de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. Desigualdade entre estados convive com desigualdade dentro de cada estado.

Transferências e outras fontes de renda

Transferências sociais afetam sobretudo a base da distribuição, mas o Gini também responde a renda do trabalho, aposentadorias, patrimônio, impostos e estrutura econômica. Um programa isolado não explica sozinho toda a variação.

Média e distribuição podem se mover em direções diferentes

A renda média pode aumentar e o Gini também subir se os grupos do topo tiverem ganhos proporcionalmente maiores.

Indicadores complementares

  • Gini e participação de diferentes faixas de renda;
  • pobreza e extrema pobreza;
  • renda do trabalho e informalidade;
  • diferenças regionais;
  • acesso a educação, saúde, moradia e saneamento;
  • tributação e transferências públicas.

Fontes principais