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Capítulo 04 · século XIX

Escravidão e abolicionismo: cristãos usaram a Bíblia dos dois lados

A escravidão norte-americana dividiu igrejas e intérpretes. Entre pioneiros do adventismo, Joseph Bates e Ellen White deixaram posições antiescravistas explícitas.

Bíblia e escravidãoAbolicionismoGuerra Civil dos EUA

Protestantes produziram argumentos bíblicos tanto para defender quanto para condenar a escravidão. A disputa envolvia autoridade bíblica, economia, raça e unidade nacional.

Joseph Bates

Bates participou de organizações antiescravistas antes de se tornar uma figura adventista. Em 1835 esteve ligado à Fairhaven Anti-Slavery Society, comprometida com a abolição imediata.

Ellen White

Durante a Guerra Civil, Ellen White escreveu contra a escravidão e criticou a Fugitive Slave Law. Em seus textos, defendeu que leis civis consideradas incompatíveis com a obrigação cristã não deveriam ser obedecidas.

Abolicionismo não elimina racismo

Ser antiescravista não equivale automaticamente a defender igualdade racial plena. Paternalismo, segregação e hierarquias raciais coexistiram mesmo entre reformadores. Por isso, o abolicionismo pioneiro não pode ser usado como certificado de inocência para a história posterior da denominação.

Fontes

  1. Oxford Academic — The Bible and Slavery in American Life
  2. ESDA — Joseph Bates
  3. Ellen G. White Writings — Escravidão e guerra

Projeto editorial independente. Não é uma página oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Revisão editorial: 28 de agosto de 2026.