Denis Noble
Noble critica a visão gene-cêntrica do neo-darwinismo. Para ele, redes fisiológicas, ambiente, epigenética e interações em vários níveis tornam insuficiente a ideia de que genes ocupam uma posição causal privilegiada.
Gerd B. Müller
Müller argumenta que a Síntese Moderna deixou de fora processos importantes como desenvolvimento, plasticidade fenotípica, construção de nicho e mecanismos de geração de novidade biológica.
James A. Shapiro
Shapiro descreve células como participantes ativos na reorganização do genoma e trabalha com a ideia de “engenharia genética natural”. Isso contrasta com versões simplificadas em que toda inovação genética aparece apenas como uma sequência de pequenas mudanças aleatórias.
Kevin Laland
Laland e outros pesquisadores defenderam que a teoria evolutiva precisava levar mais a sério processos como construção de nicho, plasticidade, desenvolvimento e formas de herança que não cabem bem no quadro clássico da Síntese Moderna.
Eva Jablonka
Jablonka mostra que hereditariedade não se resume à sequência do DNA. Sistemas epigenéticos podem transmitir estados e respostas entre gerações, ampliando o que precisa ser considerado em uma teoria da evolução.
O ponto em comum
Esses cientistas não dizem que a evolução deve ser abandonada. O que eles mostram é que versões clássicas do darwinismo e da Síntese Moderna podem deixar mecanismos importantes de fora, simplificar demais a relação entre genes e organismos ou não explicar suficientemente a origem de novidades biológicas.
Isso torna o debate mais interessante: uma teoria científica também muda por dentro quando novas descobertas revelam que seus mecanismos precisam ser ampliados.
Ampliado em 19 de setembro de 2026.